Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Top 20 - O que eu tenho andado a ouvir esta semana...

  1. Bob Dylan – “Hurricane”
  2. The Killers – “When You Were Young”
  3. Rita Redshoes – “Dream On Girl”
  4. Guns ‘N’ Roses – “Knockin’ On Heaven’s Door”
  5. Coldplay – “Viva La Vida”
  6. The Killers – “Human”
  7. Frank Sinatra – “New York, New York
  8. Blondie – “Maria”
  9. Kaiser Chiefs – “Everyday I Love You Less And Less”
  10. Within Temptation – “Aquarius”
  11. Amy Winehouse – “You Know I’m No Good”
  12. Eva Cassidy – “Cheek To Cheek”
  13. KT Tunstall – “Black Horse And The Cherry Tree”
  14. Within Temptation – “It’s The Fear”
  15. Amy Winehouse – “He Can Only Hold Her”
  16. Johnny Depp & Helena Bonham Carter – “Little Priest”
  17. KT Tunstall – “The Other Side of The World”
  18. Eddie Vedder – “Guaranteed”
  19. Carrie Underwood – “Before He Cheats”
  20. Europe – “The Final Countdown”

Subida da Semana:

“Dream On Girl”, de Rita Redshoes, subiu 13 posições, indo de 16º a 3º lugar. É também a única artista nacional na lista.

Descida da Semana:

“The Final Countdown”, dos Europe, estava em 3º e agora está em 20º, descendo assim 17º posições.

Sábado, 25 de Outubro de 2008

Top 20 - O que eu tenho andado a ouvir esta semana...

  1. Coldplay – “Viva La Vida”
  2. Queen – “Bohemian Rhapsody”
  3. Europe – “The Final Countdown”
  4. The Verve – “Bitter Sweet Symphony”
  5. KT Tunstall – “Black Horse and The Cherry Tree”
  6. Amy Winehouse – “Will You Still Love Me Tomorrow?”
  7. Bon Jovi – “It’s My Life”
  8. Eddie Vedder – “Guaranteed”
  9. ABBA – “Mamma Mia!”
  10. Queen – “We Are The Champions”
  11. Roberta Flack – “Killing Me Softly With This Song”
  12. My Chemical Romance – “I Don’t Love You”
  13. Aerosmith – “I Don’t Want To Miss A Thing”
  14. KT Tunstall – “Suddenly I See”
  15. Amy Winehouse – “Back To Black”
  16. Rita Redshoes – “Dream On Girl”
  17. Bon Jovi – “You Give Love A Bad Name”
  18. Alicia Keys – “No One”
  19. Amy Winehouse – “He Can Only Hold Her”
  20. KT Tunstall – “The Other Side of The World”

Subida da Semana:

Nenhuma música que tenha estado anteriormente subiu de posição. Contudo, “Viva La Vida” dos Coldplay entrou no Top e disparou logo para o 1º lugar!

Descida da Semana:

“No One” da Alicia Keys estava em 3ª lugar, agora está em 18º, descendo assim 15 posições.

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Emmy 2008 - Vencedores!

Como sabem, a cerimónia do Emmy 2008 realizou-se ontem, dia 21 de Setembro, e como devem estar à espera... Muitas injustiças… Pelo menos na minha opinião.

Eis os vencedores e as minhas previsões (e alguns comentários).

Outstanding Drama Series

Vencedor: Mad Men

Previa: Mad Men

Meu Favorito: Mad Men

Mesmo antes dos indicados saírem, eu já previa tanto uma nomeação como uma vitória para Mad Men, contudo há bem pouco tempo (cerca de uns dias) comecei a entrar em dúvida, visto que grandes séries dramáticas como The Sopranos, 24 e Six Feet Under não venceram o Emmy de Melhor Drama no seu primeiro ano. Mas mantive a minha previsão e acertei.

Outstanding Comedy Series

Vencedor: 30 Rock

Previa: 30 Rock

Meu Favorito: Entourage

Sinceramente, não há nada de novo aqui. Este era um prémio bastante previsível.

Outstanding Lead Actor in a Drama Series

Vencedor: Bryan Cranston (Breaking Bad)

Previa: Jon Hamm (Mad Men)

Meu Favorito: Jon Hamm (Mad Men)

Esta foi uma surpresa para mim! Estava muito certo que este ia para o Hamm e fui apanhado de surpresa quando vi os vencedores. Acho que o Hamm merecia, visto que Mad Men foi o drama desta temporada e que tem montes de nomeações… Mas já tinha percebido que Cranston era uma ameaça quando li as opiniões de outros bloggers.

Outstanding Lead Actor in a Comedy Series

Vencedor: Alec Baldwin (30 Rock)

Previa: Alec Baldwin (30 Rock)

Meu Favorito: Alec Baldwin (30 Rock)

Alec Baldwin já merecia este Emmy desde o ano passado. Finalmente foi reconhecido! Mas também não foi surpresa para ninguém. Fico contente.

Outstanding Lead Actress in a Drama Series

Vencedora: Glenn Close (Damages)

Previa: Glenn Close (Damages)

Minha Favorita: Holly Hunter (Saving Grace)

Este prémio foi bem disputado, e como a maioria previa, Close saiu vencedora. Eu cá ficava com Hunter, mas prontos… Nem mesmo com o talento da actriz, os votantes se deixam de preconceitos.

Outstanding Lead Actress in a Comedy Series

Vencedora: Tina Fey (30 Rock)

Previa: Tina Fey (30 Rock)

Minha Favorita: Christina Applegate (Samantha Who?)

Já deixei bem claro anteriormente, o quanto eu odiei esta categoria. E mesmo com o desgosto que me causou quando ignoraram as Housewives completamente, ainda me dão outro desgosto. Eu sabia que Tina Fey ia vencer, todos sabiam. Mas pensei que o Emmy ia pensar duas vezes e escolher a Applegate. Vale a pena dizer, que não acho a Tina Fey uma boa actriz. Acho que ela é uma boa comediante, mas actriz não. E vale também a pena lembrar que Applegate venceu um Emmy e foi nomeada para outro em 2003 e 2004, respectivamente, pelo seu trabalho em “Friends”, e que ainda lutou contra o cancro da mama enquanto gravava Samantha Who?

Outstanding Supporting Actor in a Drama Series

Vencedor: Zeljko Ivanek (Damages)

Previa: Michael Emerson (Lost)

Meu Favorito: John Slattery (Mad Men)

Surpreendido…

Outstanding Supporting Actor in a Comedy Series

Vencedor: Jeremy Piven (Entourage)

Previa: Jeremy Piven (Entourage)

Meu Favorito: Jeremy Piven (Entourage)

Parabéns! O terceiro Emmy consecutivo para o Jeremy Piven, pelo seu trabalho em Entourage!

Outstanding Supporting Actress in a Drama Series

Vencedora: Dianne Wiest (In Treatment)

Previa: Rachel Griffiths (Brothers & Sisters)

Minha Favorita: Rachel Griffiths (Brothers & Sisters)

Tristeza… Eu realmente acreditei que a Griffiths ia vencer neste ano… Mesmo sabendo que a Wiest era a favorita… Bem, que havemos nós de fazer…

Outstanding Supporting Actress in a Comedy Series

Vencedora: Jean Smart (Samantha Who?)

Previa: Vanessa Williams (Ugly Betty)

Minha Favorita: Jean Smart (Samantha Who?)

Até fiquei contente pela Smart. Eu gostava da Williams, da Taylor e da Smart. Uma delas ganhou por isso não tenho razão para reclamar.

Número de Previsões Acertadas: 6/10

Bronze Trevor - Nomeados e Resultados

Best Drama Series

“Friday Night Lights”

“Brothers & Sisters”

“Grey’s Anatomy”

“The Closer”

Best Comedy Series

“Samantha Who?”

“Flight of The Conchords”

“How I Met Your Mother”

“Ugly Betty”

Best Actor in a Drama Series

Ted Danson

“Damages”

Bryan Cranston – “Breaking Bad”

Michael Emerson – “Lost”

Blair Underwood – “In Treatment”

Best Actor in a Comedy Series

Jon Cryer

“Two and a Half Man”

Larry David – “Curb Your Enthusiasm”

Justin Kirk – “Weeds”

Rainn Wilson – “The Office”

Best Actress in a Drama Series

Christina Hendricks

“Mad Men”

Patricia Arquette – “Medium”

January Jones – “Mad Men”

Sandra Oh – “Grey’s Anatomy”

Best Actress in a Comedy Series

Sarah Silverman

“The Sarah Silverman Program”

Kristin Chenoweth – “Pushing Daisies”

Jane Krakowski – “30 Rock”

Holland Taylor – “Two and a Half Man”

Sábado, 20 de Setembro de 2008

Poison - Episódio 5, Temporada 1 - Will You Still Love Me Tomorrow?

Poison

Episode 5, Season 1

Will You Still Love Me Tomorrow?

- Querido? – disse uma mulher ao seu noivo.

- Sim, querida? – perguntou o noivo.

- Quando é que vais dizer aos teus amigos que estamos novos? – perguntou ela. – Eu já contei a todas as minhas amigas…

- Eu estava a pensar fazer isso hoje. Não queres vir comigo? – perguntou ele. – É que a maior parte deles ainda não te conhece…

- Eu hoje não posso! Vou escolher o vestido!

- Outra vez? Está complicado arranjar um que te agrade…

- O que é que queres!? Só me estou a pensar casar uma vez em toda a minha vida! Tenho de estar deslumbrante!

- Tens razão, tens razão… E eu quero-te deslumbrante no dia do nosso casamento. – disse ele. – Então eu vou sozinho. Até logo.

- Até logo, amor. – disse ela, dando-lhe um beijo apaixonado.

Lee acabava de chegar a casa, depois de mais um exaustivo dia de trabalho, e Lucy estava sentada no sofá a ver televisão.

Lee entra sorrateiramente na sala e tapa os olhos a Lucy.

- Lee! Assustaste-me!

Lee destapa-lhe os olhos e dá-lhe um beijo.

- Então? O que é que dizia a ecografia? – perguntou Lee, ansioso por saber a resposta.

- Vamos ter um menino! – disse Lucy.

Lee abraçou-a e disse:

- Vamos abrir uma garrafa de champanhe! Telefona ao Gerard e a Charlotte para virem cá!

- A-Agora?!

- Claro! Temos de celebrar!

- Ah… Ok. Eu… Eu vou buscar o telemóvel.

Lucy pega no telemóvel e liga para Charlotte:

- Estou? – disse Charlotte.

- Olá, Charlotte. – disse Lucy. – Tu e o Gerard podem vir cá a casa agora?

- Agora!? Porquê agora?! Aconteceu alguma coisa!?

- Por acaso… Eu estou grávida de um menino e o Lee quer celebrar.

- E tu?

- E eu o quê?

- Tu queres celebrar?

- É claro que quero… Só estou um bocado cansada…

- Ok. Eu e o Gerard vamos aí.

- Está bem, até já.

- Ah, Lucy! Não desligues! – disse Charlotte. – O Gerard quer falar com o Lee.

- Está bem. Eu vou passar-lhe. Até já.

- Até já, Lucy.

Lucy chamou Lee e não obteve uma resposta, por isso chamou novamente:

- Lee! Vem cá! – gritou ela. – O Gerard quer falar contigo!

- Lucy, se ele estiver ocupado não faz mal. O Gerard pode falar com ele depois.

- Não, não é preciso… Ele está deitado no sofá.

- Então não o chateies.

- Lee! Vem atender o telefone!

Lucy foi até ao sofá e quando viu Lee, deitado, com sangue a escorrer-lhe pela boca e inconsciente, gritou de horror.

- Lucy! O que é que se passa!? – exclamou Charlotte do telefone, preocupada.

Lucy deixa o telefone cair e agarra-se a Lee.

E então, Lucy acordou com o horrível som da sua campainha. Ainda estava um pouco agitada com aquele sonho e vestiu-se à pressa, e foi abrir a porta:

- Karl! – exclamou Lucy.

- Olá, Lucy. – disse Karl, o velho amigo de Lee, dono do bar onde Lee passou as últimas horas da sua vida e morreu.

- Que fazes por aqui?

- Eu vim dar-te isto. – disse Karl, dando a Lucy quatro convites.

Lucy abre os convites, e com espanto diz:

- Tu vais casar-te!? Com quem!? Mas que óptima notícia!

- Ela chama-se Vanessa. Vais adorá-la! Ela é maravilhosa!

- Mas para quê estes convites todos?

- Bem, um é para ti, outro é para o teu irmão e a namorada dele e outro é para o Adam.

- Ah, ok. Queres que eu entregue ao Gerard e à Charlotte também?

- Não, eu vou ter de falar com o Gerard pessoalmente e aproveito para lhe dar os convites.

- Vais convidá-lo para ser padrinho, não vais?

- Vou… Quem me dera que o Lee estivesse aqui… Ele seria o meu outro padrinho. Mas olha, tenho uma proposta para ti também.

- O quê?

- É assim, a minha mulher queria que eu escolhesse o padrinho e ela a madrinha. Só que eu também queria escolher uma madrinha. Por isso, decidimos ter dois padrinhos e duas madrinhas!

- E onde é que eu entro?

- Eu queria muito que o Lee fosse meu padrinho, mas como ele já não está cá, eu queria que fosse a pessoa que ele mais amava. E essa pessoa és tu, Lucy.

- Oh, Karl… Não era preciso…

- Eu insisto, Lucy.

- Oh, Karl. É claro que eu aceito.

- Bem, eu tenho mais convites para dar, por isso se me dás licença…

- Claro. Até breve, Karl.

- Até breve, Lucy.

Karl vira-se e vê outro carro estacionar à porta de Lucy.

- Hei, Lucy? Aqueles não são o Gerard e a Charlotte?

- São sim.

Charlotte e Gerard saem do carro e vão cumprimentar Lucy e Karl.

- Karl, por aqui? – perguntou Gerard, apertando-lhe a mão.

- Olá Gerard. Olá Charlotte. – disse Karl, dando dois beijos a Charlotte. – Eu vim dar isto à Lucy, e já que estão aqui, dou-vos também. – disse, dando os convites a Charlotte e Gerard.

- Vais casar!? – exclamou Charlotte. – Parabéns!

- Obrigada. Eu estou muito feliz!

- Parabéns, paspalho! Afinal ainda te vais casar primeiro que eu! – disse Gerard.

- Ah, mas eu tenho a certeza que vocês também vão dar o nó em breve! – disse Karl. – O que achas Lucy?

- Eu não acho nada… Eu tenho a certeza que os próximos são eles!

- Temos de pensar nisso… – disse Charlotte. – Não é, amor?

- Claro que sim. – respondeu Gerard. – Agora tenho de ir. Já estou atrasado. E tu, Karl?

- Eu tenho de acabar de distribuir os convites. Eu deixei o carro ali ao fundo. Dás-me bolei até lá? Preciso de falar contigo.

- Ok. Entra. – disse Gerard.

Lucy e Charlotte acenaram e depois Charlotte disse:

- Vizinhos novos? O que é que sabemos sobre eles?

- O que é que eu sei, queres tu dizer.

- Sim, isso…

- Para dizer a verdade, não muito. Eles andam a remodelar a casa que era da Sra. Kemble, há semanas!

- E tu ainda não foste lá espreitar?

- Charlotte!

- Lucy, que raio de vizinha és tu!?

Charlotte agarrou na mão de Lucy e puxou-a até à casa que costumava pertencer à Sra. Kemble. Charlotte tocou à campainha e um senhor idoso veio à porta.

- Bom dia. Posso ajudá-las em alguma coisa?

- Bom dia. Eu sou a Lucy.

- Eu sou o Nathaniel Morton.

- Muito prazer, Sr. Morton. E bem-vindo a Evergreen Lane.

- Muito obrigada, Lucy. Mas eu não me vou mudar para cá.

- Então? Para que são estas remodelações todas?

- É para a minha filha. Ela é que se vai mudar para cá.

- Ah… Muito bem, então. Eu logo me apresento a ela quando ela cá estiver.

- E você quem é?

- Ah, esta é a minha amiga, Charlotte.

- Muito prazer. – disse Nathaniel.

- Igualmente. – disse Charlotte.

- Diga-me só uma coisa, Lucy…

- Sim…?

- Esta é uma vizinhança segura?

- Claro. Os vizinhos são muito amáveis. Mas tenha cuidado com a Sra. Watkins…

- Porquê!? Ela é perigosa!?

- Não, não… É uma senhora muito amável.

- Então porque é que tenho de ter cuidado com ela?

- Ela não é muito boa da cabeça. É maluquinha, coitada. – disse Lucy. – Às vezes sai por aí a bater em pessoas que só a querem ajudar… Uma vez deu-me com uma bengala na cabeça por tentar ajudá-la a atravessar a rua… E é um perigo na estrada!

- Hum… Está bem. Agora tenho de ir. Adeus. Foi um prazer conhece-las meninas.

- Adeus.

Lucy e Charlotte foram para casa de Lucy e Charlotte disse:

- Não me lembro dessa Sra. Watkins.

- Ah, é claro que te lembras… Aquela que adora o Gerard por ele ter tirado o gato dela de cima de uma árvore…

- Ah, já me lembro! Aquela velha nojenta… Não mete na cabeça que o Gerard não está interessado nela!

As duas entraram em casa e Charlotte disse:

- Já me esquecia do motivo porque vim cá.

- Então diz-me antes que te esqueças mesmo.

- O Bob telefonou-me.

- Por causa do anúncio?

- Não. Ele quer saber o nome da minha irmã para lhe mandar flores para o hospital.

- Estás feita, Charlotte…

- Não, estou nada… Eu consigo resolver isto.

- Não estou a ver como. A tua irmã não está no hospital, o que é que vais fazer?

- Já sei! Vou telefonar-lhe!

- A quem!? Ao parvo do Bob?

- Não… À minha irmã. – disse Charlotte pegando no telemóvel – Estou? Debbie?

- Olha quem é ela! A minha irmã Charlotte. Há quanto tempo!

- Olá, Debbie. Podes vir cá?

- Cá onde!? À tua casa!?

- Sim, tenho saudades tuas…

- Mas eu moro em Nova York…

- E existem aviões…

- Então podias vir cá, tu…

- Debbie… Vem lá visitar a tua irmã preferida…

- Mas porque é que te lembraste que eu existia agora?

- Eu… Eu… Debbie! Não tentes dar a volta por cima! Vens ou não!?

- Olha, só vou porque não vejo o Gerard à muito tempo e já tenho saudades dele!

- Oh, obrigada maninha!

- Adeus! – disse Debbie. – Eu vou ver se consigo estar aí amanhã.

- Está bem. Obrigada!

- Ah, Charlotte!

- Sim?

- E para que saibas… A minha irmã preferida é a Sylvia.

- Está bem, despacha-te. Adeus.

- Adeus.

Na manhã seguinte, Emma acordou e Adam ainda estava a dormir. Tinham adormecido depois de fazerem sexo, por isso estavam ambos despidos. Emma levantou-se, vestiu-se, e quando estava a arranjar o cabelo, alguém entra no quarto:

- Parabéns! – disse a mulher que tinha acabado de entrar.

- Shiu!!! – sussurrou Emma, para que a mulher, que era a sua irmã, falasse mais baixo. – O Adam ainda está a dormir!

- Aquele é o teu noivo!? Olha-me para aquele cu! Onde é que o arranjaste!? Também quero um!

- É lindo não é? – disse Emma, tapando Adam com o lençol, para que a sua irmã, Dana, não pudesse apreciar uma vista, que ela considerava, só e apenas reservada para ela.

- Tinhas de estragar a piada toda, Emma… Continuas exactamente a mesma. – disse Dana, entre risos.

- E tu? Não estavas com o Harvey?

- Acabei tudo com ele.

- Oh meu Deus! Porquê!?

- Fala baixo! O teu “Belo Adormecido” está a dormir! – disse Dana, dando uma gargalhada. – Estou a brincar. Eu logo te conto essa história. Agora conta-me mais sobre ele…

As duas irmãs ficaram a conversar, e não tardou muito para Adam acordar.

- Bom dia, senhoras...

- Bom dia, amor. Desculpa termos-te acordado.

- Não faz mal. E quem é esta senhora?

- É a minha irmã Dana.

- Ah, muito prazer.

- O prazer é todo meu. – disse Dana.

Nisto, Adam levanta-se, esquecendo-se completamente que está totalmente nu.

- Ah… Querido? Não te falta algo?

Então, Adam olha para baixo. Ia cobrir-se com o lençol, mas nisto a mãe de Emma entra.

- Oh meu Deus! – diz a velha senhora, saindo imediatamente do quarto.

- Emma, és oficialmente a mulher mais sortuda do mundo! – diz Dana, dando outra gargalhada.

- Merda! – diz Adam, cobrindo-se com o lençol.

- Dana, vamos andando para baixo…

As duas saíram do quarto e Dana acenou com uma cara marota para Adam.

Entretanto, noutro lado da cidade, Charlotte e Lucy foram até ao aeroporto, buscar Debbie Gray, a irmã de Charlotte, vinda directamente de Nova York.

- Charlotte! – gritou uma mulher loira, alta e magra, de óculos de sol e roupas de alta costura, vinda de uma das portas do aeroporto.

- Debbie! – gritou Charlotte, abraçando a sua irmã. – Ainda bem que vieste! Vamos andando!

- Calma, calma, calma! – exclamou Debbie. – Que pressa é essa toda, Charlotte!? Ainda nem cumprimentei a Lucy!

- Olá, Debbie. – disse Lucy.

- Olá, Lucy! Há quanto tempo! – disse Debbie, dando-lhe dois beijos na cara.

- Vamos!? – perguntou Charlotte, muito apressada.

- Vamos…

As três saíram do aeroporto e Debbie perguntou:

- Então e o Gerard, não veio?

- Não. Ele está a trabalhar.

- Então como é que vocês vieram?

- A Lucy conduz, lembras-te?

- Ah, pois…

Enquanto as três raparigas iam para a casa de Charlotte, Conner e Laura chegavam ao trabalho. Os dois cumprimentaram os seus colegas e depois sentaram-se cada um nas suas secretárias. Rapidamente, Conner reparou numa coisa.

- Claire! Podes vir aqui? – exclamou Conner.

- O que foi, Conner? – perguntou Claire.

- Onde está o Paul?

- Ele… Não sei. Vou perguntar ao Bob.

Claire foi perguntar ao seu patrão e depois voltou.

- Nem vais acreditar!

- Teve um acidente!?

- Não… Ele…

- Suicidou-se!?

- Não, ele despediu-se!

- O quê!? Porquê!?

- Não sei…

Os dois voltaram aos seus trabalhos e logo de seguida, Laura vai ter com Conner.

- Sabes do Paul? Ainda não o vi hoje. – perguntou Laura.

- Ele despediu-se.

- Oh meu Deus! Porquê!?

- Não faço ideia, foi a Claire que me contou e ela também não sabe.

- Ah… Que estranho…

- Podes crer. Mas ficamos muito melhor sem ele.

Já na hora de almoço, a família Bennet estava toda reunida à mesa para conhecer o seu novo membro, Adam.

- Olhem, eu vou só ver se o Adam já está despachado. – disse Emma.

- E vestido. – disse Dana, dando mais uma gargalhada.

- Não, querida! – disse a sua mãe, Dahlia. – Ele já deve estar a vir.

- Bem, ok…

- Tu tens mesmo a certeza que queres fazer isto, filha? – perguntou Dahlia. – O casamento é um passo muito sério.

- Eu sei, mãe. E eu estou pronta.

Nisto, Adam desce as escadas e senta-se à mesa.

- Desculpem o atraso. – disse ele.

- Eu sou a Dahlia. – disse ela. – Muito prazer.

- O prazer é todo meu. Sou o Adam.

- Não sei se já lhe apresentaram a minha outra filha, a Dana?

- Sim, já nos apresentaram, mãe. – disse Dana.

- Ainda bem. Então e quando é que estão a pensar em planear a grande festa?

- Grande!? Estávamos a pensar em algo mais discreto…

- Mas porquê!? Deviam era fazer uma festa enorme!

- Mãe, Adam. Nós ainda não tivemos tempo de combinar tudo, e não vai ser agora que vamos discutir isso. – disse Emma.

- Tudo bem… Então e quando é que estão a pensar ter filhos?

- Mãe! – exclamou Emma.

- Desculpa… Já me calei.

Na casa de Charlotte, Debbie já se havia instalado e agora estava a dormir depois da viagem. Foi aí que as brilhantes ideias chegaram à cabeça de Charlotte.

- Vou telefonar ao Bob. – disse Charlotte para Lucy.

Lucy, que estava sentada no sofá a ler um livro, respondeu:

- Para quê?

- Para ele vir ver a minha irmã.

- Mas ela ainda não sabe de nada. Não é melhor contares-lhe primeiro? – sugeriu Lucy.

- Não, vai ser rápido. Ela nem vai dar por nada. Vai estar a dormir que nem um anjo.

- Ah ok… E se ela acorda?

- Ela não vai acordar. – respondeu Charlotte.

- Charlotte… O que é que tu fizeste?

- Eu dei-lhe uns comprimidos… Nada de mais…

- Tu drogaste a tua irmã com comprimidos para esconderes ao Bob que a tua irmã não foi atropelada e que isso era só uma desculpa para que ele não ficasse chateado para que tu fizesses o anúncio de televisão, isto tudo nas costas do teu marido!?

- Lucy! Que exagerada! Eu vou ter muito cuidado. Ninguém vai reparar e ficamos todos felizes.

- Charlotte… Tu estás a enfiar-te na toca do lobo…

- Eu não sei o que é que isso quer dizer, nem a quem é que tu estás a chamar “lobo”, por isso deixa-me telefonar ao Bob em paz.

Lucy lá se calou, e Charlotte telefonou a Bob.

- Então, já falaste com ele? – perguntou Lucy.

- Sim. Ele vem aí.

Assim que recebeu a chamada de Charlotte, Bob McCrory saiu a correr da empresa e foi até à casa de Charlotte. Quando lá chegou, Charlotte abriu-lhe a porta e disse:

- Bob! Olá!

- Olá, Charlotte! – disse ele, dando-lhe dois beijos na cara.

- Que querido da tua parte, apareceres aqui só para ver a minha irmã.

- Oh, Charlotte… Não tens de quê. Eu sou mesmo assim. – disse Bob. – Então onde é que ela está?

- Está ali no quarto… Pobrezinha… Estava tão cansada que chegou cá a casa e foi-se deitar…

- Ela está a dormir? – perguntou Bob.

- Sim, pobrezinha… Ela está ali no quarto. Queres ir vê-la?

- Sim, claro. – disse Bob. – Foi pra isso que cá vim. Haha.

- Pois… Sim… Ela está ali.

Os dois dirigiram-se ao quarto onde Debbie estava. E para surpresa, tanto de Bob tanto de Charlotte, Debbie não estava lá.

- Lucy! – gritou Charlotte.

- A Lucy está cá!? – perguntou Bob.

- Sim, ela teve de ir comigo ao aeroporto. – e após dizer isto, Charlotte apercebera-se que tinha dito algo errado. Então, virou-se para trás e lá estava Bob: a olhar para ela com cara de “o que é que se passa aqui”.

- Aeroporto? – perguntou Bob.

- Sim! Aeroporto. – disse Charlotte atrapalhada. – Lucy! Onde estás!?

- Foram fazer o quê ao aeroporto!?

- Chamaste-me, Charlotte!? – perguntou Lucy, aparecendo repentinamente no quarto.

- Sim… Onde…

- Foram fazer o quê ao aeroporto!? – perguntou Bob, olhando não para Charlotte, mas sim para Lucy.

- Ah… Comprar…

- Bilhetes de avião? – sugeriu Bob.

- Sim! Isso mesmo! – exclamou Charlotte. – Fomos comprar bilhetes!

- Vão viajar!?

- Sim. Não. Sim, quer dizer não! A Lucy vai viajar! – disse Charlotte da boca para fora. – Eu não! A Lucy vai!

- A sério, Lucy? Para onde?

- Itália. – disse Lucy, sem pensar.

- Quem é que vai para Itália? – perguntou Debbie, entrando no quarto com duas torradas e sumo de laranja. – Olá. – disse ela para Bob, que estava tão confuso que nem sabia para qual das três mulheres se havia de virar.

- A… Olá… Tu… Tu és a Debbie!? A irmã da Charlotte!? – perguntou Bob.

- Sim, sou eu.

- Debbie! Não devias estar em pé! – exclamou Charlotte. – Deita-te.

- Bob, vem comigo até ali à sala… – disse Lucy. – Preciso de falar contigo…

- Mas porque é que eu tenho de me deitar, Charlotte!? – perguntou Debbie, tão confusa quanto Bob.

- Oh, tonta… Por causa do acidente! Deita-te antes que te magoes!

- Acidente!? Qual acidente!? – perguntou Debbie, ainda mais confusa. – Do que é que estão a falar!?

- Tu não sabes!? – perguntou Bob.

- Não sei do quê!? O que é que se passa!?

- Ela perdeu a memória! – disse Lucy, tentando ajudar Charlotte.

- Eu o quê!? Eu perdi a memória!?

- Pois! – exclamou Charlotte. – Ela perdeu a memória! Vê lá tu! Nem se lembra que perdeu a memória… Coitada, coitada, coitada…

- Não! Não! Eu lembro-me das coisas!

- Debbie! Tomaste os comprimidos que eu te dei!? – perguntou Charlotte, vendo o sue anúncio indo pelo esgoto abaixo.

- Não! Eu consigo dormir perfeitamente sem comprimidos! Alguém me vai explicar o que é que se passa!?

- E a mim! – exclamou Bob, no meio da confusão.

- Debbie, Debbie… Passei a manhã toda a explicar-te isto… Tu foste atropelada por um carro e perdeste a memória. O médico mandou-te descansar e tomar a porcaria destes comprimidos! – exclamou Charlotte furiosa.

- Já chega! Expliquem-me tudo! – gritou Bob.

- Eu explico! – exclamou Debbie.

Todos olharam para ela admirados, porque afinal de contas, ela era a que menos estava a perceber o que se estava a passar.

- A minha irmã telefonou-me para eu a vir visitar porque ela tinha saudades minhas. Eu cheguei hoje e a Lucy e ela foram-me buscar ao aeroporto. Depois, viemos para casa eu desfiz as malas e fui descansar.

Lucy, Bob e Debbie olhavam agora para Charlotte.

- Ok, ok… Eu admito! Eu inventei isto tudo porque não queria estar com o Bob na festa!

- Mas porquê!? Pensei que nos estávamos a divertir!

- E estávamos, até eu descobrir as tuas verdadeiras intenções!

- E quais eram, então!?

- Tu estás apaixonado por mim, Bob. Mas eu não. Eu amo o Gerard.

- Não estou nada! – exclamou Bob.

- Estás sim!

- Não, não estou!

- É claro que estás! Eu vi nos teus olhos!

- Viste mal, Charlotte! Eu só te vejo como uma amiga! Mais nada!

- Mas… Mas…

- Estou muito desiludido contigo, Charlotte! – disse Bob, saindo do quarto.

- Espera Bob! – disse Charlotte correndo atrás dele.

Ele já estava a descer as escadas, por isso Charlotte correu atrás dele. Bob corre pelas escadas abaixo até dar de caras com Gerard.

- Gerard! – exclamou Bob.

- Bob! – exclamou Gerard.

- Oh, meu Deus! – exclamou Lucy lá de cima.

- O que foi!? – perguntou Debbie.

- O Gerard e o Bob encontraram-se.

Debbie olhou para Lucy e depois voltou a olhar para lá para baixo.

- O que fazes aqui!? – perguntou Gerard.

- Eu… Eu…

- Gerard! Bob! – exclamou Charlotte, correndo pelas escadas abaixo.

Mas em menos de cinco segundos, um dos pequenos sapatos de Charlotte salta e esta rola pelas escadas abaixo. Gerard corre para a apanhar, mas é empurrado por Bob, que a agarra primeiro. Gerard vai contra o corrimão e depois levanta-se para ir ver a sua namorada. Lucy e Debbie descem as escadas a correr.

- Charlotte, magoaste-te!? – perguntou Bob, preocupado.

- Sim… Não foi nada.

Gerard chega ao pé dela e agarra-a.

- Charlotte, querida, está tudo bem? – perguntou ele.

- Sim. Oh, meu Deus! – exclamou Charlotte, olhando para a cara de Gerard. – Olha como tens a cara!

- Está muito mau? – perguntou Gerard.

- Sim! Como é que fizeste isso!?

- Alguém me empurrou contra o corrimão. – disse ele, olhando para Bob.

- O que foi!? Vi a Charlotte cair e fiquei aflito! – exclamou Bob.

- E achas que eu não a apanhava!? – perguntou Gerard, com os nervos em chama.

- De qualquer das maneiras. Adeus. – disse Bob, saindo do prédio.

Charlotte tinha se aleijado na perna e Gerard ajudou-a a subir. Ao chegarem ao apartamento de Charlotte e Gerard, os dois sentaram-se no sofá. Lucy e Debbie trouxeram algumas coisas para desinfectar as feridas de ambos, e depois deixaram-nos a sós na sala.

- Gerard… – disse Charlotte.

- Não. Não fales.

- Está bem…

Os dois ficaram ali sentados, a desinfectar as feridas um do outro, até ambos se irem embora.

Adam e Emma finalmente conseguiram sair de casa e dar uma volta em liberdade.

- Finalmente! Saímos dali! – disse Adam.

- Não gostaste da minha família? – perguntou Emma.

- Gosto… Mas estou farto de perguntas…

Os dois continuaram a passear até um homem atrapalhado passar por Emma.

- Rick? – perguntou Emma.

- Emma! Há quanto tempo! – respondeu ele.

- Que pressa é essa, rapaz? – perguntou ela.

- Tenho de ir trabalhar. O meu colega demitiu-se e eu tenho de fazer o trabalho dos dois!

- No escritório do teu pai?

- Não, eu agora trabalho numa loja de informática.

- Estão a precisar de alguém, é? – perguntou Adam, interessado.

- Sim, está interessado?

- Oh, Rick! Que indelicadeza! Esqueci-me de vos apresentar! Adam, este é o Rick, um amigo da faculdade. Rick, este é o Adam, o meu noivo.

- Oh, meu Deus! Tu estás noiva!

Emma estendeu a mão e empinou o seu anel brilhante para que Rick o pudesse apreciar.

- Mas voltando ao emprego… Sim, eu estou interessado. – disse Adam. – Mas em que é que consiste o emprego, realmente?

- Tens de atender as pessoas.

- Só?

- Sim, é simples.

- Eu vou já para lá! – exclamou Adam.

Os três foram até à loja de informática onde Rick trabalhava, e Adam ficou com o emprego. Depois, voltou para a casa dos Bennet, muito mais bem disposto.

Finalmente o grande dia de Karl tinha chegado.

Na igreja, tudo estava perfeito. Vanessa, a sua noiva, estava deslumbrante e tudo correu às mil maravilhas.

Depois da cerimónia, os noivos e os seus convidados foram para o “copo d’água”.

- Lucy, podes ir ali comigo? – perguntou Karl. – Queria apresentar-te uma pessoa.

Lucy seguiu Karl e lá estava um homem, que na verdade era o padrinho de Vanessa.

- Lucy, este é o Jacob, um velho amigo da minha esposa. Jacob, esta é a Lucy. Ela era casada com o meu melhor amigo.

- Muito prazer, Lucy. – disse Jacob, dando-lhe dois beijos.

- O Jacob tem uma proposta para te fazer. – disse Karl.

- O quê? A mim? – perguntou Lucy.

- Sim. – disse Jacob. – Eu tenho uma proposta de emprego para ti!

- O quê!?

- É um casal de Greendale, cujo filho deles é um grande amigo meu, que precisa de uma empregada doméstica. – explicou Jacob. – Eu sei que não é o melhor emprego, mas o Karl contou-me que tu estavas a precisar…

- É perfeito! Muito obrigado! Eu… Eu não sei o que dizer… É tão…

- Não tens de quê.

- Bem, eu vou ter com a Vanessa. Vocês os dois falem sobre esse emprego. Até já.

Na casa dos Bennet, a família jantava reunida mais uma vez. Adam e Emma já tinham planeado o casamento para daqui a um mês, por isso, os seus pais iam fazer uma mini-viagem à Venezuela, para comprar uma prenda de casamento para o casal. Já Dana ficava-se por Pleasantville, a fazer companhia a Adam e à sua irmã. Dahlia desde o dia em que chegara que não parava de falar em vestidos de noiva, planos para o futuro e netos para ela. E essas conversas já davam a volta ao estômago de Adam.

- Com licença, mas eu preciso de ir à casa de banho. – disse Adam.

- À vontade, rapaz. – disse Larry.

Adam foi à casa de banho, e depois foi até ao quarto, onde se sentou na sua futura cama e começou a ver o seu futuro passar diante dos seus olhos. Nada assim lhe tinha acontecido antes, o que significava que isto era algo de grande importância. Mesmo assim, foi interrompido por alguém que bateu à porta do quarto. Adam virou-se para ver quem era e disse:

- Ah, Dana. És tu. – disse ele. – Estás à procura de alguma coisa?

- Sim, de ti. – disse ela sentando-se na cama.

Adam olhou para ela e esta disse:

- A minha mãe tem te andado a moer o juízo não tem? – perguntou Dana.

- Podes crer! E eu a pensar que isto ia ser fácil! Este casamento está a dar-me cabo da cabeça. – disse Adam.

- E que tal se eu te ajuda-se a aliviar um pouco? – perguntou Dana, sentando-se no colo de Adam.

- A… Pode ser… Acho eu… – respondeu ele atrapalhado.

“Era mesmo disto que eu estava a precisar!”, pensou Adam para si mesmo. Dana parecia louca por ele, e Adam começava a achá-la cada vez mais “interessante”. O que é certo é que a diversão acabou depressa, quando uma voz, chamada consciência, veio à cabeça de Adam dizer: “Se tu magoas a minha filha… EU MATO-TE!”. Os dois pararam imediatamente a sessão de relaxação. Vestiram-se e foram para baixo como o marido e a irmã perfeita que Emma queria ver.

Voltando à festa, Charlotte encontra Gerard num banco no jardim da casa onde estava a decorrer a festa.

- Estás aqui. – disse Charlotte.

- Pois. – disse Gerard.

- O que é que se passa, amor?

- Não sabes o que é que se passa, Charlotte? – respondeu Gerard, friamente, com outra pergunta. – Porra! Será que todos os dias tem de ser a mesma coisa, Charlotte!?

- Fala baixo, Gerard. Estamos numa festa…

- Eu fiz-te uma pergunta! Responde-me! Todos os dias desta vida tem de ser a mesma porcaria que têm sido nestas últimas semanas!?

- Não… Eu…

- Tu o quê, Charlotte!? Será que não te sabes controlar!?

- O quê!?

- Sim, Charlotte! Cada dia é uma coisa diferente! Nestes últimos dias não tens feito outra coisa senão desiludir-me!

- Desculpa, querido… Mas… Mas eu… – disse Charlotte, já com as lágrimas a virem-lhe aos olhos, e ela a fazer o máximo para as impedir de caírem.

- Não chores, Charlotte! Caramba, será que não vês!?

- Não vejo o quê, Gerard?

- Que todos os dias das nossas vidas têm de ser assim!? Tu fazes qualquer coisa estúpida, eu sofro as consequências, eu tento falar contigo sobre isso e tu acabas sempre a chorar! É isso que tu queres para nós!? É assim que queres viver?!

- Gerard… Fala baixo, por amor de Deus, já está toda a gente a olhar…

- E o que é que isso me interessa, Charlotte?! Não percebes que as tuas decisões idiotas também me afectam a mim!

- Gerard…

- Já olhaste para o estado em que a minha cara está!? – gritou Gerard, retirando o penso da cara. – Já viste bem!?

- Gerard! Não grites comigo! – gritou Charlotte, no meio de tudo.

Um silêncio pairou nos ares durante uns instantes.

- Eu… Desculpa-me, Gerard. – disse Charlotte. – Desculpa se te desiludi, desculpa se te desiludo todos os dias, desculpa se te envergonho, desculpa por essa ferida que tens na cara…

- Charlotte…

- Desculpa-me por ser uma má namorada, desculpa-me por ser egoísta, desculpa-me por ser parva, desculpa-me por eu não pensar no que faço…

- Charlotte… Não é preciso…

- Desculpa-me por te amar! Desculpa-me por ser a tua namorada! Desculpa-me por partilhar a vida contigo há mais de dez anos! Desculpa-me por não te conseguir largar! Desculpa-me por não conseguir parar de me preocupar contigo! Desculpa-me por ser assim! Desculpa-me por existir! E desculpa-me por me ter apaixonado por ti!

Ao acabar esta frase Charlotte pegou na sua mala e foi-se embora. Gerard não se conseguiu mexer. Sabia que o que disse era verdade, mas que para Charlotte, talvez fosse verdade a mais.

Conner e Laura já estavam no carro, prontos para abandonar a festa, quando Laura diz:

- Sabes, Conner… Hoje diverti-me imenso.

- É verdade, Laura. Até nos divertimos bastante.

- Até me custa acreditar que começamos tão mal… – disse ela.

- Eu tenho uma ideia, Laura.

- Diz.

- E que tal, se nós esquecêssemos como começamos antes e começássemos daqui.

- Como assim?

- Esquecemos tudo o que se passou no passado. Começamos hoje e aqui como duas pessoas novas.

- Acho uma óptima ideia. – disse Laura.

- Então, vamos lá. – disse Conner. – Olá, eu sou o Conner.

- Olá, eu sou a Laura.

E os dois beijaram-se e depois, deram uma grande gargalhada.

Na festa, Lucy e Jacob continuavam na conversa:

- Jacob, tu és demais! – disse Lucy, sem parar de rir.

- Já nem sem se sou eu se são os efeitos do álcool! – disse ele rindo-se também. – Temos de combinar um dia para irmos sair, Lucy…

- Pois é… Vamos para as discotecas fingir que somos adolescentes!

- Ahaha! Lucy, Lucy… Só tens boas ideias…

Enquanto Lucy simpatizava com o seu novo amigo, Charlotte tinha acabado de chegar a casa e preparava-se para se deitar na cama.

Charlotte sempre fora uma mulher muito sensível, e à mínima preocupação desatava a chorar. Ela vestiu o pijama e deitou-se na cama a chorar.

Um pouco depois, Gerard chega a casa, despe-se e mete-se na cama.

O silêncio reina no quarto e Gerard tenta fazer o mínimo barulho possível para saber se Charlotte ainda está acordada. De repente, quando está prestes a adormecer, Charlotte começa a chorar.

Gerard rapidamente a abraça. Apesar de já estar nos braços de Gerard, Charlotte não pára de chorar.

- Não chores, Charlotte…

Esta apesar de o ouvir, não conseguia conter a mais pequena lágrima.

- Desculpa-me por ter gritado contigo. Tu não tens culpa de tudo na minha vida.

Mais uma vez, Charlotte não respondeu. Limitou-se a suspirar e voltou novamente ao choro. Cada vez apertava mais o braço de Gerard. Tal e qual como uma criança que apanha o maior susto da sua vida.

- Charlotte, eu só quero que saibas uma coisa. – disse Gerard. – Eu queixo-me imenso, mas se tu não tivesses aqui, que mais razões teria eu para viver? És o oxigénio que eu preciso para sobreviver, Charlotte. Sem ti, eu sou um homem morto.

Charlotte vira-se para Gerard e abraça-o com muita força. Gerard decide que acabou a hora das palavras. Abraça Charlotte e os dois adormecem assim.

“Tonight with words unspoken And you say that I'm the only one, the only one But will my heart be broken When the night meets the morning star? I'd like to know that your love Is love I can be sure of So tell me now, cause I won't ask again Will you still love me tomorrow?”

Música: “Will You Still Love Me Tomorrow?” – The Shirelles

Casting:

Toni Collette – Lucy Way;

Michael C. Hall – Conner Mahoney;

Paul Walker – Adam Faris;

Ben Stiller – Gerard Mayfair;

Jon Hamm – Paul Harper;

Kristin Davis – Laura Bedingfield;

Kiefer Sutherland – Lee Way;

Elizabeth Perkins – Claire Vandross;

Rachel Miner – Emma Bennet;

Kevin Nealon – Bob McCrory;

Tom Skerritt – Larry Bennet;

Michael Chicklis – Karl Wagner;

Bonnie Somerville – Debbie Gray;

David Duchovny – Jacob Rithcie;

Emily Mortimer – Vanessa Wagner;

Edward Herrman – Nathaniel Morton;

Christina Ricci – Dana Bennet;

Bonnie Johnson – Dahlia Bennet;

Michael Urie – Rick